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ARTIGOS

FUNÇÃO DO CENTRO ESPÍRITA NA SOCIEDADE
Francisco Martins

Lendo texto publicado na "Revista Ser Espírita" (Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas – Editora Mundo Geo.com), aguçou-me a vontade de escrever sobre o tema, que entendo ser de suma importância para o entendimento da nossa Doutrina Espírita.

A jornada do homem na Terra nos mostra que ele vem num crescimento progressivo e que agora está atingindo o "ponto crítico" relativamente as nossas escolhas.

O ser humano vem a milhares de anos adquirindo conhecimentos em todos os sentidos, mas obteve na religião o entendimento sobre a sua ligação com o seu Criador. O homem tem a responsabilidade, o comprometimento com o aprendizado e também com a preservação do planeta em que vive, ele tem o papel de agente transformador. Estas são questões que vem suscitando o pensamento e a atitude, de cada ser, cada vez mais.

A busca constante pela felicidade, faz com que o ser encarnado siga sempre tentando encontrá-la. Mas com o tempo percebe que a felicidade não é facil de se encontrar, nós temos lampejos de felicidade enquanto encarnado, e esses momentos podem se tornar uma constante em nossa vida, ou não. Depende apenas do caminho que trilharmos.

A Doutrina Espírita vem em nosso socorro e traz explicações que por si só nos mostra que a nossa procura está em nós mesmos, mas que devemos propagar os conhecimentos adquiridos e as conquistas para que as demais pessoas à nossa volta também a encontrem. É a trasnformação coletiva, não apenas a de cada ser, cada indivíduo.

É preciso que todos os dirigentes de Centros Espíritas entendam que a Doutrina dos Espíritos tem uma política planetária para o Espiritismo e, consequentemente, para os espíritos encarnados na Terra. Há que se ter em mente que as orientações deverão sempre ser no sentido da melhoria de cada um daqueles que ali está buscando o equilíbrio e o conhecimento. Mas é preciso ter coerência nas suas orientações e estar sempre pautado nos ensinamentos doutrinários.

Os Centros Espíritas são como pequenas províncias de grande significação para essa política planetária. Na medida em que ela vai se manifestando, vai trazendo visões diferenciadas para uma pequena localidade, para uma região, para um país, ou mesmo para um continente. Sua proposta é de uma antropologia evolutiva, que começa desde a biogênese e segue até a transformação cultural que o homem está vivendo, por exemplo, com a tecnologia. Porém, o homem não pode crescer simplesmente no âmbito físico, material, e esquecer-se que ele é um espírito pensante e como tal também tem de crescer espiritualmente. Mas como isso pode acontecer? Quando ele crescer moralmente.

O homem é uma projeção do espírito e como tal precisa permanentemente compreender que ele não poderá abandonar o "ser" do ser humano (que é o espírito). É preciso compreender esse grande significado do corpo, sem esquecer que o pensador é o espírito, o conhecedor é o espírito, e que, numa transformação , o agente de mudanças é o espírito.

Dessa forma, é necessário que a Doutrina dos Espíritos, como ciência, filosofia e religião que é, traga uma visão crítica do processo evolutivo do espírito na Terra. Para isso, ela terá que recorrer substancialmente à idéia do Criador e, consequentemente, da criatura. Deus não é um homem velho de barbas longas, mas é um centro efetivo de inteligência e de toda uma supremacia que se possa reconhecer como ordem, organização, ciência, filosofia e religião. Somos todos vinculados a um ser essencialmente inteligente que denominamos Deus e que numa limitação da dimensão física não é possível compreender toda sua inteligência, mas é possível perceber sim, a sua existência.

A Espiritualidade que nos assiste e a todas as Casas Espíritas, espera que nós alcancemos com dignidade, força e compreensão a consciência do aprender a pensar. Quando aprendemos a pensar, aprendemos a empreender a nossa própria vida naquilo em que formos conscientes. Compreendemos melhor o pertencimento a Deus e à humanidade. Quando temos a consciência desse pertencimento, temos consciência da nossa responsabilidade.

Quando os Espíritos que nos assistem vêm a Terra fazer a interação conosco, nos ensinando, nos apoiando, nos intuindo e conosco trabalhando, eles querem que alcancemos mais a consciência missionária, para que nós possamos produzir mais e ajudar aqueles que nos buscam a aprender a produzir com seus pares e assim também transformar o meio em que vivem.

O médium espírita não pode ser um mero espectador da vida. Ele tem que ser agente participativo dela. Ninguém está atras de poder, nem de grandes construções ou monumentos. Todos queremos construir, efetivamente, uma nova mentalidade moral para a Terra e, ao construir essa mentalidade moral, que tem obrigatoriamente que ter o concurso do homem (o espírito encarnado) estaremos transformando o nosso Planeta em um mundo melhor. Mas é preciso que façamos as mudanças desde já, dentro de nós a cada dia a cada momento de nossa vida.

A Doutrina Espírita nos mostra os caminhos a seguir para isso, basta entendê-la, mas sem sectarismos, sem fanatismos. Apenas procurar melhorar-se e transformar-se. Assim, vamos contaminando com esse pensamento os que estão a nossa volta. Sejamos o exemplo dessa transformação. Sejamos o agente dessa transformação, porque a cada mudança que fazemos estamos mudando o nosso Espírito. Se a mudança for para melhor, nossso Espírito estará crescendo e progredindo.

Concluindo, podemos dizer que, o Centro Espírita tem uma função social importantíssima em nossas vidas, assim como todas as religiões o tem. Mas, além disso, todo o aprendizado que pudermos buscar nos será útil para a compreensão de nós mesmos, como um espírito em evolução que somos.

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