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CURSO DE INICIAÇÃO ESPÍRITA

Animismo

Que é Animismo?

Animismo é o fenômeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos, de onde recolhe as impressões de que se vê possuída.

A cristalização da nossa mente, hoje, em determinadas situações, pode motivar, no futuro, a manifestação de fenômenos anímicos, do mesmo modo que tal cristalização ou fixação, se realizada no passado, se exterioriza no presente. A lei é sempre a mesma, agora e em qualquer tempo ou lugar.

Muitas vezes, portanto, aquilo que se assemelha a um transe mediúnico, com todas as aparências de que há a interferência de um Espírito, nada mais é do que o médium, naturalmente o médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos recolhidos do seu próprio mundo subconsciencial, fenômeno esse motivado pelo contato magnético, pela aproximação de entidades que lhe partilharam as remotas experiências.

No fenômeno anímico o médium se expressa como se ali estivesse, realmente, um Espírito a se comunicar.
O médium nessas condições deve ser tratado com a mesma atenção que ministramos aos sofredores que se comunicam.

Por isso, a direção de trabalhos mediúnicos pede, sem nenhuma dúvida, muito amor, compreensão e paciência - virtudes que, somadas, dão como resultado aquilo que os instrutores classificam como TATO FRATERNO, a fim de que não sejam prejudicados os que em tais condições se encontram.

Se o dirigente de sessões mediúnicas não é portador de sincera bondade, acreditamos que pouco ou nenhum benefício receberá o médium no agrupamento.

O médium inclinado ao animismo é um vaso defeituoso, que pode e deve ser consertado e restituído ao serviço, pela compreensão do dirigente. Quando não há essa compreensão o médium pode vir a ser presa fácil de obsessores, mal esse causado pela incompreensão, torna-se uma vítima da obsessão.

O reajuste se faz com paciência e com os recursos da caridade evangélica, que pode transformar-se em valioso companheiro a esse médium, que aos poucos pode ser restituído ao trabalho.

Portanto, deve-se observar que nos fenômenos psíquicos, comuns nos agrupamentos mediúnicos, o animismo sempre aparece. Os dirigentes devem estar atentos, para tanto deve-se fazer a seguinte distinção:

a. Aos fatos anímicos
b. Aos fatos espiríticos

Fatos anímicos são, como já acentuamos, aqueles em que o médium, sem nenhuma idéia preconcebida de mistificação, recolhe impressões do passado e as transmite, como se por ele um Espírito estivesse comunicando.

Fatos espiríticos ou mediúnicos, propriamente ditos, são aqueles em que o médium é, apenas, um veículo a receber e transmitir as idéias dos Espíritos desencarnados ou. ... encarnados.

O estudo e a observação ajudam-nos a fazer tal distinção.

Uma pessoa encarnada também pode determinar uma comunicação mediúnica, isto é, fazer que o sensitivo lhe assimile as ondas mentais e as reproduza pela escrita ou pela palavra.

Em face da lei de sintonia, pessoas adormecidas igualmente podem provocar comunicações mediúnicas, uma vez que, enquanto dormimos, nosso Espírito se afasta do corpo e age sobre terceiros, segundo os nossos sentimentos, desejos e preferências.

Obsessão e Animismo

André Luiz nos diz:

"Muitas vezes, conforme as circunstâncias, qual ocorre no fenômeno hipnótico isolado, pode cair a mente nos estados anômalos de sentido inferior, dominada por forças retrógradas que a imobilizam, temporariamente, em atitudes estranhas ou indesejáveis. Nesse aspecto, surpreendemos multiformes processos de obsessão, nos quais Inteligências desencarnadas de grande poder senhoreiam vítimas inabilitadas à defensiva, detendo-as, por tempo indeterminado, em certos tipos de recordação, segundo as dívidas cármicas a que se acham presas."

"Freqüentemente, pessoas encarnadas, nessa modalidade de provação regeneradora, são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas no mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, expõem a si mesmas a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas, sob o fascínio constante dos desencarnados que as subjugam."

Desobsessão e Animismo

André Luiz, continua sua orientação nos dizendo que o amparo espontâneo e o auxílio genuinamente fraterno reajustarão as ondas mentais daqueles que estão sendo alvo de obsessores, tal ação será benéfica não só ao obsedado, mas se estenderá, inevitavelmente, aos companheiros do passado que lhes assediem o pensamento, operando aí a reconstituição de caminhos retos tanto para o sensitivo corporificado na Terra, quanto àqueles que ainda desencarnados carecem de ajuda e de entendimentos que se farão tão importantes e tão nobres em sua estrutura quanto aquelas que os doutrinadores encarnados se propõem a traçar para os amigos desencarnados menos felizes que diariamente chegam ao centro em busca de ajuda.
É preciso destacar que o esforço da escola, seja ela no recinto consagrado à instrução primária ou a instituto corretivo, funciona como recurso renovador da mente, equilibrando-lhe as oscilações para níveis superiores.

ANIMISMO E HIPNOSE

Imaginemos um sensitivo a quem o magnetizador intencionalmente fizesse recuar até esse ou aquele marco do passado, pela deliberada regressão da memória, e o deixasse nessa posição durante semanas, meses ou anos a fio, e teremos exata compreensão dos casos mediúnicos em que a tese do animismo é chamada para a explicação necessária. O sensitivo, nessa experiência, declarar-se-ia como sendo a personalidade invocada pelo hipnotizador, entrando em conflito com a realidade objetiva, mas não deixaria, por isso, de ser ele mesmo sob controle da idéia que o domina.

Nas ocorrências várias da alienação mental, encontramos fenômenos assim tipificados, reclamando larga dose de paciência e carinho, porquanto as vítimas desses processos de fixação não podem ser categorizadas à conta de mistificadores inconscientes, pois representam, de fato, os agentes desencarnados a elas jungidos por teias fluídicas de significativa expressão, tal qual acontece ao sensitivo comum, mentalmente modificado, na hipnose de longo curso, em que demonstra a influência do magnetizador.
O espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo, que serve para falar, e por ser necessária uma cadeia entre vós e os espíritos que se comunicam, como é preciso um fio elétrico para comunicar à grande distância uma notícia c, na extremidade do fio, uma pessoa inteligente, que a receba e transmita.
(Allan Kardec)

Quando falamos ao telefone, por melhor que seja a aparelhagem utilizada, nossa voz sofre inevitável influência do equipamento.

O espírito do médium exerce alguma influência sobre as comunicações que fluem por seu intermédio?
Respondem taxativamente os instrutores.

Exerce. Se estes não lhe são simpáticos, pode de alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores não . influencia, porém, as próprios espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau intérprete. (Idem )

O bom médium, portanto, é aquele que transmite tão fielmente quanto possível o pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer.

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