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CURSO DE INICIAÇÃO ESPÍRITA

Conduta Espírita neste Terceiro Milênio

AS DOENÇAS FÍSICAS E A CURA ESPIRITUAL
Adaptado por Francisco Martins

O que vem a ser doença física?

É o desequilíbrio do campo celular. Manifesta-se como resultado de um desequilíbrio nas funções celulares, cujas causas podem estar ligadas a distúrbios metabólicos ou a invasão microbiana, ambas direta ou indiretamente ligadas à atuação mental inadequada por parte do enfermo.

ATUAÇÃO MENTAL

Podemos dizer que é o que se prende exclusivamente à mentalização abstrata quanto ao trabalho mental, que se traduz em ação, hábitos e conduta, os quais, sendo nocivos ao indivíduo tendem a comprometer o funcionamento harmônico do organismo, e dessa forma enfraquecendo-lhe as defesas naturais.

DISTÚRBIOS METABÓLICOS

Podemos dizer que são as falhas de assimilação, desassimilação e o mau funcionamento das glândulas de secreção interna e os desequilíbrios energéticos do corpo espiritual responsáveis por inúmeras enfermidades de difícil etiologia para os médicos da Terra.

A CURA ESPIRITUAL

As curas feitas pela Espiritualidade são feitas com objetivos voltados para o socorro e a caridade de quem se está curando, mas levando-se em conta algumas condições para que estas sejam feitas com êxito nos resultados.

A cura de uma doença não é tão fácil quanto possa parecer. Para que se efetue a cura completa é preciso que primeiro se cure a parte espiritual do indivíduo envolvido, e depois a física. Mas para isso deve-se ter em conta três condições:

1- O Carma,
2- O estado em que se encontra o enfermo; e
3- O Merecimento

Se a pessoa está doente por razões cármicas, pouco se pode fazer, a não ser trazer o alívio às dores e ao sofrimento, sem que se processe a cura, pois aquele indivíduo precisa estar passando por aquele tipo de experiência naquele corpo físico naquele momento.

Se a doença já tiver em estado adiantado, torna-se impossível reverter a situação e curá-lo. Nesse caso o que se pode fazer é também trazer o alívio momentâneo ao paciente.

Se o paciente tem o merecimento à cura, ele pode ser curado da doença sem problemas.A confiança dele vai auxiliá-lo poderosamente na ação fluídica que lhe é endereçada no tratamento espiritual.
Como funciona o tratamento espiritual ?

O fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, os quais são simples transformações dele. Pela identidade de sua natureza, esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores do corpo; o Espírito encarnado ou o desencarnado pode ser o agente propulsor que infiltrará num corpo deteriorado uma parte de substância do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula doente por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto maior emissão fluídica provocará, tanto maior força de penetração dará ao fluido, chegando à cura. Deus recompensa a fé pelo êxito no tratamento.

As energias transmitidas pelos amigos espirituais no passe, por exemplo, funcionam da seguinte maneira:
A energia transmitida circula primeiramente na cabeça dos médiuns. A mente é muito importante. O pensamento influi de maneira decisiva na doação de princípios curadores. Sem a idéia iluminada pela fé e pela boa-vontade o médium não conseguiria ligação com os Espíritos amigos que atuam sobre essas bases. Das mãos desse médium irradiam-se luminosas chispas energéticas que em contato com o paciente traz-lhe vigor e refaz suas energias, penetrando no "halo vital" ou aura provocando modificações substanciais, ativando e equilibrando seus Centros de Força no corpo perispiritual (Chakras).

O passe é uma transfusão de energias, que altera o campo celular de quem o está recebendo.
Cada tratamento se processa de uma maneira. Uma grande força fluídica aliada à maior soma possível de qualidades morais, pode operar curas verdadeiramente prodigiosas. A confiança do doente auxilia poderosamente a ação fluídica. Há pacientes em que os efeitos dessa ação fluídica são lentos e o tratamento é prolongado, em outros os efeitos são rápidos.

O Espírito Miramez no Livro "Francisco de Assis" de João Nunes Maia diz o seguinte a respeito da cura:
"São várias as maneiras pelas quais se processa a cura dos enfermos. Cita os casos operados por Jesus e os apóstolos, que foram curas instantâneas, nas quais, como por encanto, as enfermidades desapareciam rapidamente. Para essa operação, é preciso grande saber espiritual, conhecer os fundamentos da vida do enfermo e, por vezes, modificar algo na sua mente, afim de que ele mude o modo de pensar e de agir.
A enfermidade é fermentação de muitas existências vividas desregradamente; é a resposta, a conseqüência. Por isso, a dor em certas circunstâncias, é a própria cura. Os duros padecimentos são indícios e elevação da alma, porque ela, já começou a pagar os débitos passados, pelo guante da enfermidade.

O enfermo ao ser curado abre-se como a flor ligada ao caule e os seus Centros de Força ativam toda a sensibilidade, de maneira a facilitar a absorção dos fluidos doados pelo operador. Em muitos casos, Jesus já dizia: "A tua fé te curou!" . Isso porque determinados enfermos fazem o trabalho quase por si próprios.
Assim, a fé é de muita importância em toda a nossa vida. Quando não existe fé, na cura à distância, por exemplo, de cuja operação curativa o enfermo não participa, e que por vezes, ignora por se encontrar inconsciente, o operador se desdobra de modo impressionante em todas as direções do saber para encontrar a equação desejada, ou seja, a cura. Examina, pela clarividência, o tipo de doença, suas causas e busca no grande manancial divino elementos para substituir os que já estão cansados e gastos. Observa e ativa os pontos energéticos do corpo e da alma, faz transfusão imediata de força vital, serena a mente adoentada e acomoda nos seus mais sensíveis departamentos, idéias favoráveis à cura. Pensamentos positivos, alegrias de viver e uma grande paz caem na sua consciência profunda. Aí o doente favorece o trabalho, como se fosse submeter-se a uma operação e como se relaxasse na mesa de cirurgia, pelas bênçãos da anestesia completa. Mas tudo isso ocorre em minutos, dependendo da elevação do espírito encarregado da cura, e, em muitos casos, do tipo do enfermo. A variação é infinita. Entra em ação, como já vimos, a lei do carma.

Há forças desconhecidas que se interpõe às curas imediatas. Não é muito repetir que o Evangelho não pode deixar de nos acompanhar em todo esse trabalho. Ela é a força de Deus que faz a cura se eternizar, pois traduz os princípios das leis. Todos os desequilíbrios orgânicos e psíquicos são a não observância dos preceitos Divinos. No entanto, ainda existem muitas coisas no campo da cura que os homens não estão preparados para conhecer. O tempo, na dinâmica do progresso, vai revelar essas coisas gradativamente, a todas as criaturas, na Terra e fora dela.

Existem muitos métodos de curar, desde a mastigação de ervas entre os índios, as mais sofisticadas invenções no reino de Hipócrates, desde os xaropes de longa vida na área iniciática, à medicina homeopática, fundada por Samuel Hahnemann, nas concentradas gotas de energismo curativo, desde as benzeções dos camponeses com ramos específicos, a flora medicinal, desde as massagens dos antigos egípcios às famosas agulhas orientais, desde os sopros dos pais Iogues, aos passes nos templos espíritas. Enfim, há um número de modalidades de curas, por todos os ângulos que podemos imaginar. E hoje, há muitas pessoas se curando pela alimentação; no entanto, todas as curas mencionadas e as de que não precisamos falar carecem da FORÇA DO PENSAMENTO, cuja energia é transmutada naquilo que dispusemos a transformar, pela luz do coração.

Entre as curas citadas, existe uma diferente de todas: a que Francisco de Assis usava com maestria, a CURA DIVINA.

A Cura divina é aquela que restabelece o enfermo, de qualquer enfermidade, num piscar de olhos; é a cura instantânea."

André Luiz, no livro "Nos Domínios da Mediunidade", nos mostra um belo quadro de uma visita a um Centro Espírita, em que ele em companhia de amigos espirituais observam um trabalho de passe se processar. Diz ele:

"Os doentes entravam dois a dois, sendo carinhosamente atendidos por Clara e Henrique, sob a providencial assistência (do Espírito) Conrado e seus colaboradores.

Obsediados ganhavam ingresso no recinto, acompanhados de frios verdugos, no entanto, com o toque dos médiuns sobre a região cortical, depressa se desligavam, postando-se, porém, nas vizinhanças, como que à espera das vítimas, com a maioria das quais se reacomodavam, de pronto.

Alinhando apontamentos começamos a reparar que alguns não alcançavam a mais leve melhoria.

As irradiações magnéticas não lhes penetravam o veículo orgânico.

Registrando o fenômeno, a pergunta de Hilário não se fez esperar:

-- Por que?

-- Falta-lhes o estado de confiança – esclareceu o orientador.

-- Será , então, indispensável a fé para que registrem o socorro de que necessitam?

-- Ah! Sim. Em fotografia precisamos da chapa impressionável para deter a imagem, tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensível para a transmissão da luz. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente uma certa "tensão favorável".

-- Essa tensão decorre da fé?

-- Certo, não nos reportamos ao fanatismo religioso ou à cegueira da ignorância, mas sim à atitude de segurança intima, com reverência e submissão, diante das Leis Divinas, em cuja sabedoria e amor procuramos arrimo. Sem recolhimento e respeito na receptividade, não conseguimos fixar os recursos imponderáveis que funcionam em nosso favor, porque o escárnio e a dureza de coração podem ser comparados a espessas camadas de gelo sobre o templo da alma."

Diante de tudo isso só podemos concluir que cabe a nós observarmos sempre os caminhos que seguimos. Devemos nos ater a coisas que realmente façam sentido em nossa vida. Não deixar que se abram brechas em nossa vulnerabilidade, evitando assim que moléstias sintomáticas ou assintomáticas apareçam. Nossa mente deve estar sempre voltada para o bem, pois o bem constante gera o bem constante, e que, se mantermos a nossa movimentação infatigável no bem, todo mal por nós amontoado se atenua gradativamente, desaparecendo ao impacto das vibrações de auxílio, nascidas a nnosso favor, em todos aqueles aos quais dirijamos a mensagem de entendimento e amor puro, sem necessidade expressa de recorrermos ao concurso da enfermidade, para eliminar os resquícios de treva, que eventualmente se incorporem, ainda ao fundo mental.

Amparo aos outros cria amparo a nós mesmos, motivo pelo qual Jesus, desterrando de nós a animalidade e o orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e avareza, e exortando-nos à simplicidade e à humanidade, à fraternidade sem limites e ao perdão incondicional, estabelecem, quando observados, a imunologia perfeita em nossa vida interior, fortalecendo-nos o poder da mente na auto-defensiva contra todos os elementos destruidores e degradantes que nos cercam e articulando-nos as possibilidades imprescindíveis à evolução para Deus.

Fonte de pesquisas:

FRANCISCO DE ASSIS – Miramêz – João Nunes Maia;
OBRAS PÓSTUMAS – ALLAN KARDEC – itens 52 a 55;
A GÊNESE – Capítulos XIV – itens 31 a 34;
NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE – André Luiz;
EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS – André Luiz

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